Sejam bem vindos ao Cantinho de sugestões da EJA. Neste cantinho vou sugerir atividades para se trabalhar na modalidade da "Educação de Jovens e Adultos". Vou tentar dividir o que aprendi espero que gostem e deixem sugestões e comentários ...

Minha Família

Minha Família

Páginas

quinta-feira, 7 de março de 2013

EJA e o Ensino da Língua Portuguesa ....

  Concebendo os adultos pouco escolarizados como indivíduos ativos e cognoscentes, em interação com o mundo letrado ao seu redor, criando recursos diversos de interpretação, para lidar com as representações da língua, torna-se realmente impossível considerá-los analfabetos. De formas variadas, todos possuem conhecimentos sobre a escrita como representação da língua.
  As investigaçõesobre o processo de desenvolvimento e aprendizagem monstram que adultos não alfabetizados possuem em conhecimentos sobre a escrita e sua função, mesmo sem passarem por um processo de escolarização, apresentando, às vezes, na linguagem oral características da linguagem escrita (discurso letrado).
  É através do processo de interação com a sociedade letrada que adultos poucos escolarizados podem produzir e reconhecer o sistema de escrita e os diferentes tipos de textos. 
  Saber escrever não se limita à aquisição do sistema notacional, inclui uma gama de representações, relacionadas a diferentes conteúdos. A escrita é entendida como sistema de notação e meio de comunicação, com dupla propriedade: formal e instrumental.
  A propriedade formal está relacionada à escrita como sistema notacional (características, sintaxe, semãntica, etc.). A propriedade instrumental refere-se ao uso da escrita em situações e com objetivos específicos.
  Nessa perspectiva, a leitura não pode ser reduzida a um processo de decodificação. No processo de leitura, pensamento e linguagem atuam em transações em que o leitor busca significado no texto.
  Por isso os textos a serem trabalhados na EJA, precisam ter significado em sua vida diária. Não se permite utilizar textos infantis com turmas de jovens e adultos que trabalham, tem família etc..
  A capacidade de interpretar e aprender com os textos está diretamente ligada àquilo que o indivíduo conhece antes da leitura. As características do leitor são tão importantes como as do texto. Através de seus conhecimentos, pode utilizar estratégias de inferência, complementando as informações do texto que não estão explícitas e antecipando outras que se farão explícitas.
  O Ensino da Língua Portuguesa deve ter como finalidade o desenvolvimento da capacidade de representação e comunicação, ou seja, da competência textual (capacidade de interpretar e produzir textos orais e escritos de uso social) para satisfazer necessidades pessoais do indivíduo e para acesso e participação no mundo letrado.
Marta Durante      

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sugestão de prova para EJA


Instrumentos avaliativos precisam está de acordo com as práticas educativas desenvolvidas em sala de aula. A prova abaixo é apenas uma sugestão que pode ser analisada e reformulada de acordo   com a necessidade de cada educador.



Leitura do Mundo - Construindo a escrita


A visão de mundo de uma pessoa que retorna aos estudos depois de adulta, após um tempo afastada da escola, ou mesmo daquela que inicia sua trajetória escolar nessa fase da vida, é bastante peculiar. São homens e mulheres (jovens- adultos) com crenças e valores já constituídos. A discussão requer muita reflexão. Sugiro algumas atividades a serem desenvolvidas em sala de aula com seus educando, mas reflitam se está de acordo com sua realidadee busque a melhor maneira de seu aluno aprender.
  
REFLETIR:
  •    O que seus alunos aprendem, de alguma maneira, transforma seu modo de ver e atuar na comunidade que vivem?
  •    Os conteúdos que você elege para trabalhar com seus alunos correspondem as necessidades reais deles? 
 
 

 
 
 É muito importante no processo de alfabetização trabalhar com as letras em caixa alta como também apresentar todos os tipos de letras.
 
 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Matemática na EJA ...


A matemática tem sido discutida nas salas de professores em todas as modalidades de ensino. A proposta da nossa discussão hoje é falar dos objetivos dessa área para Educação de Jovens e Adultos. Na próxima postagem deixarei sugestões de atividades para que os colegas possam trabalhar com seus alunos, assim se acharem prudente..rsrs

A aprendizagem da Matemática refere-se a um conjunto de conceitos e procedimentos que comportam métodos de investigação e raciocínio, formas de representação e comunicação. Como ciência, a Matemática engloba um amplo campo de relações, regularidades e coerências, despertando a curiosidade e instigando a capacidade de generalizar, projetar, prever e abstrair: O desenvolvimento desses procedimentos amplia os meios para comprender que nos cerca, tanto nas situações mais próximas, presentes na vida cotidiana, como naquelas de caráter  mais geral.
Saber matemática torna-se cada vez mais necessário no mundo atual, em que se generalizam tecnologias e meios de informação baseados em dados quantitativos e espaciais em diferentes representações. Também a complexidade do mundo do trabalho exige da escola, cada vez mais, a formação de pessoas que saibam fazer perguntas, que assimilem rapidamente informações e resolvam problemas utilizando processos de pensamento cada vez mais elaborados.
No ensino fundamental, a atividade matemática deve estar orientada para integrar de forma equilibrada seu papel formativo e o seu papel funcional. Cabe ressaltar que, o simples domínio da contagem e de técnicas de cálculo não contempla todas essas funções, intimamente relacionadas às exigências econômicas e sociais do mundo moderno.

Como acontece com outras aprendizagens, o ponto de partida para a aquisição dos conteúdos matemáticos deve ser os conhecimentos prévios dos educandos. Na Educação de Jovens e Adultos, mais do que em outras modalidades de ensino, esses conhecimentos costumam ser bastante diversificados e muitas vezes são encarados, equivocadamente, como obstáculos à aprendizagem. Ao planejar a intervenção didática, o professor deve estar consciente dessa diversidade e procurar transformá-la em elemento de estímulo, explicação, análise e compreensão.
Muitos Jovens e Adultos pouco ou nada escolarizados dominam noções matemáticas que foram aprendidas de maneira informal ou intuitiva, como, por exemplo, procedimentos de contagem e cálculo, estratégias de aproximação e estimativa. Alguns chegam a manejar, com propriedade, instrumentos técnicos de alta precisão. Embora tenham um conhecimento bastante amplo de certas noções, poucos são os que dominam as representações simbólicas convencionais, cuja base é a escrita numérica.
Esses alunos, ao entrarem na escola, demonstram grande interesse em aprender os processos formais. Porém, é fato que eles não costumam abandonar rapidamente os informais, substituindo-os pelos convencionais. A mediação entre o conhecimento informal dos alunos e os conhecimentos sistematizados ou escolar pode se amplamente facilitada pela intervenção do professor.
Os adultos não escolarizados aprendem muito através da comunicação oral, por isso é importante dar-lhes a oportunidade de "falar de matemática", de explicar suas ideias antes de representá-las no papel. A interação com a fala de seus colegas ajuda-os a construir conhecimento, aprender outras formas de pensar sobre um determinado problema, a clarificar seu próprio processo de raciocínio. Devemos também estimulá-los a produzir registros gráficos e mesmo a "escrever sobre matemática", por exemplo, descrevendo a solução de um problema. O professor pode facilitar esse processo formulando perguntas que levam os educandos a investigar e a expor seus pontos de vista, estimulando-os a produzirem seus próprios registros, a partir dos quais serão buscados as relações com as representações formais e com as escritas simbólicas.

PCN´s da EJA.

sábado, 17 de março de 2012

Lugar dos conteúdos na EJA


Essa escola, que se volta inteira para alunos jovens e adultos, tem a tarefa essencial de pensar e definir os critérios de escolha do que deve ensinar e o lugar que devem ocupar os conteúdos.
Devemos considerar que o sentido de aprender, nas classes de EJA, está de encontro com os alunos com a satisfação de suas necessidades e expectativas. Estas foram se construindo ao longo da vida, a partir e no contexto de sua cultura. É desse lugar, ou seja, de sua cultura, que os alunos partem e podem atribuir sentido ao conhecimento.
Nessa perpectiva, podemos afirmar que os conteúdos a serem trabalhados na escola devem favorecer o aprimoramento, o aprofundamento, a re-significação do corpo de conhecimentos que o aluno jovem adulto já possui, seja em relação à língua, à matemática, á história, à arte. etc.
Cabe ao professor a tarefa de ler o seu grupo, buscando identificar traços comuns e aspectos ou temas que reúnam o grupo em torno de uma questão.
No começo dos anos de 1960, Paulo Freire levantou uma questão fundamental para a educação: a importância de se trabalhar com temas significativos para os alunos. É a mesma com a qual nos ocupamos agora, neste momento da nossa conversa sobre a perspectiva dos conteúdos.
Paulo Freire propôs o que chamou de temas geradores: educador e educando debruçam-se sobre aspectos da realidade que, mantendo ligação com o universo conhecido deles, são capazes de impulsioná-los para novas descobertas.
Exemplo:
"Para um grupo de agricultores, os aspectos ligados à vida rural são melhores produtores de conhecimentos que aqueles realacionados às dificuldades de trânsito, enfrentadas pelos moradores de uma cidade grande. Hoje sabemos que aprendemos mais e melhor aquilo que temos interesse em aprender. Sabemos também, como é dificil gastar esforço e tempo para aprender algo que nos diz pouca coisa".
 Esta pequena discussão é apenas para que nós educadores da EJA possamos refletir melhor na metodologia que usamos para escolher o conteúdo a ser trabalhado em nossas salas de aula. Não esqueçam de se perguntar o porque de tantos alunos desistirem no decorrer do ano...

Um abraço à todos.

Caderno de Sala de Aula como grupo de Convivência e Aprendizagem.
Olá queridos! Já algum tempo estive afastada de meu querido cantinho, pensei até em desistir, mas o carinho especial de muitos amigos que me visitam e enviam email, me fez repensar. É que as vezes somos tão impactados com as coisas negativas da educação, que pensamos até em parar. Mas estou de volta e vou tentar manter o rítmo rsrsr.
Obrigada a todos que ainda não tive o prazer de conhecer, mas que estão em contato com o blog e sempre sendo amáveis. Agora estou com um novo projeto. Um projeto de Deus quero trabalhar para o Senhor Jesus, divulgar seus ensinamento e orar pelos meus visitante. É um novo blog que ainda está sendo criado mas já pode ser visitado, o endereço é: revestidoemgloria.blogspot.com

Obrigada pela visita.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Alfabetizando com a realidade...

    Algumas pessoas acham que alfabetizar adultos é simplesmente  a mesma coisa que alfabetizar crianças. E ainda usam os mesmos métodos e textos com pessoas que já tem uma história de vida construída e que não acham graça em textos como "O boi baba". Diante desta realidade algumas práticas educacionais envolvendo alfabetização em níveis de escolaridades "adequados", metodologias tradicionais de ensino não despertam interesse do educando, na EJA, estas ações são um convite a evasão escolar. 
    Ao pensar em alfabetização de adultos, Freire considerou a ausência de sentido presente nas lições das cartilhas, com frases desvinculadas da realidade do alfabetizando  - que após trabalhar o dia todo, sentava em uma cadeira, preocupado com o gás, a água, a energia elétrica, o alimento e o salário do mês - e ouvia frases como  "O boi baba e bebe" ou "Vovô viu a uva".  Em que, frases como estas, contribuiriam para seu cotidiano? Aprender a ler e escrever para quê?
    Uma mudança seria eminentemente necessária.As atividades apresentadas a eles também eram desmotivantes ao processo, pois traziam suas respostas prontas, sem a necessidade de uma reflexão sobre o assunto.(só artigos.método Paulo Freire)
Sabemos que em nossas salas de aula da EJA, o público alvo ainda continuam com as mesmas características ganhando agora mais um grupo diferenciado que são os jovens, porém nossos métodos precisam ser melhor elaborados. Convido os colegas alfabetizadores a dinamizarem suas aulas com atividades que busque o dia-a-dia desse educando, alfabetizar através da sua leitura de vida ou seja de mundo, o qual ele vive. Sugiro abaixo algumas atividades que já usei em sala e que foi muito divertida. Espero que gostem... Há gente, não esqueçam que na alfabetização, a escrita das letras, é melhor que estejam todas maiúsculas, pois para o educando inicial, esta letra facilita o reconhecimento do alfabeto nos textos de revistas, cartaz, outdors, os quais possuem contato fora da escola.

Vamos falar de:  GENTE DO BRASIL


     

















               





















                                                                              

terça-feira, 12 de abril de 2011

Educação de Adultos: alguma reflexões...

O texto abaixo é uma reflexão de Paulo Freire quanto a Educação de Adultos. Espero que gostem é um legado indispensável ao educador desta modalidade tão esquecida e tão pouco discutida.

    imagem retirada do site: www.chicoalencar.com.br

         Algumas Reflexões

    No Brasil e em outras áreas da América Latina, a Educação de Adultos viveu um processo de amadurecimento que veio transformando a compreensão que dela tínhamos poucos anos atrás. A Educação de Adultos é melhor percebida quando situamos hoje como Educação Popular. Tratemos de comentar esta transformação que, a nosso ver, indica os passos qualitativos da experiência educativa refletida por inúmeras pessoas/grupos latinos-americanos.
    O conceito de Educação de Adultos vais se movendo na direção de Educação Popular na medida em que realidade começa fazer algumas exigências à sensibilidade e à competência científica dos educadores e das educadoras. Um destas exigências tem que ver com a compreensão critica dos educadores do que vem ocorrendo na cotidianidade do meio popular. Não é possível a educadoras e educadores pensar apenas em procedimentos didáticos e os conteúdos a serem ensinados aos grupos populares.Os próprios conteúdos a serem ensinados não podem ser totalmente estranhos àquela cotidianidade. O que acontece no meio popular, as periferias das cidades, nos campos - trabalhadores urbanos e rurais reunindo-se para rezar ou para discutir seus direitos-, nada pode escapar à curiosidade arguta dos educadores envolvidos na prática da Educação Popular. A educação de adultos, virando Educação Popular, tornou-se mais abrangente. Certos programas  como alfabetização, educação de base em profissionalização ou em saúde primária são apenas uma parte do trabalho mais amplo que se sugere quando se fala em Educação Popular.
   A prática educativa, reconhecendo-se como prática política, se recusa a deixar-se aprisionar na estreiteza burocrática de procedimentos escolarizantes. Lidando com o processo de conhecer, a prática educativa é tão interessada em possibilitar o ensino de conteúdos às pessoas quanto em sua conscientização.
    Nesse sentido, a Educação Popular, de corte progressista, democrático, superando o que chamei, na Pedagogia do Oprimido, "educação bancária", tenta o esfroço necessário de ter no educando um sujeito cognoscente, que, por isso mesmo, se assume como um sujeito em busca de, e não como a pura incidência da ação do educador.
    Dessa forma são tão importantes para a formação dos grupos populares certos conteúdos que o educador lhes deve ensinar, quanto a análise que eles façam de sua realidade concreta.[...] O senso comum só se supera  a partir dele e não com o desprezo arrogante dos elitistas por ele.
   Crianças e adultos se envolvem em processos educativos de alfabetização com palavras pertencentes à sua experiência existencial, palavras grávidas de mundo. Palavras e temas.
    Assim compreendida e posta em prática, a Educação Popular pode ser socialmente percebida como facilitadora da compreensão científica que grupos e movimentos podem e devem ter acerca de suas experiências.Esta é uma das tarefas fundamentais da educação popular de corte progressista, a de inserir os grupos populares do saber de senso comum pelo conhecimento mais crítico, mais alémdo "penso que é", em torno do mundo e de si no mundo e com ele. [...]
    A dimensão global da Educação Popular contribui ainda para que a a compreensão geral do ser humano em torno de si como ser social seja menos monolítico e ,ais pluralista, seja menos unidirecionada e mais aberta à discussão democrática de pressuposições básica da existência.
    Esta vem sendo uma preocupação que me tem tomado todo, sempre - a de me entregar a uma prática educativa e a uma reflexão pedagógica fundadas ambas no sonho por um mundo menos malvado, menos feio, manos autoritário, mais democrático, mais humano. 
Paulo Freire.
Educação de jovens adultos: teoria, prática e proposta/Moacir Gadotti e José Romão (p.15 a 17)



Alfabetizando na EJA...

A atividade a seguir é uma sugestão que pode ser trabalhada nas turmas de alfabetização (dependendo do nível de aprendizagem da turma), como também na 2ª etapa com alunos que ainda não dominam a leitura e escrita.


MEU CAJUEIRO

    Aos treze anos de minha idade, e três da sua, separamo-nos, o meu cajueiro e eu. Embarco para o Maranhão e ele fica. Na hora, porém, de deixar a casa, vou levar-lhe o meu adeus. Abraçando-me ao seu tronco, aperto-o de encontro ao meu peito. A resina transparente e cheirosa correu-lhe ao caule ferido. Na ponta dos ramos mais altos abotoam os primeiro cachos de flores miúdas e arroxeadas, como pequeninas unhas de criança com frio.
    - Adeus, meu cjueiro! Até a volta!
    Ele não diz nada, e eu vou embora.
    Da esquina da rua, olho, ainda, por cima da cerca, a sua folha mais alta, pequenino lenço verde achatado em despedida. E eu estou em São Luiz, homem menino, lutando pela vida, enrijando o corpo no trabalho bruto e fortalecendo a alma no sofrimento, quando recebo uma comprida lata de folha acompanhando uma carta de minha mãe: "Receberás com esta uma pequena lata de doce de caju, em calda. São os primeiros cajus do teu cajueiro. São deliciosos, e ele te manda lembranças."
 Humberto de Campos.

O professor deve ler o texto para os alunos, como vimos na postagem anterior sobre oralidade.Em seguida trabalhar com aturma esta oralidade, dando oportunidade para que os alunos expressem seus diálogos de acordo com o entendimento do texto.

Trabalhando a oralidade:

O que vocês acharam do texto?Quem poderia contar essa história da maneira que entendeu?
Em sua opinião, o que o autor do texto quis dizer com as expressões:

"Homem menino, lutando pela vida
enrijando o corpo no trabalho bruto
fortalecendo a alma no sofrimento."
Para você, que tipo de trabalho o rapaz dessa história conseguiu no Maranhão? Foi um trabalho leve ou pesado? O que você acha? Você começou a trabalhar com quantos anos? O que você fazia?
Qual o presente que a mãe do rapaz mandou para ele? Você acha que teve um significado importante o presente? Porque?










 


















Você pode trabalhar com as atividades sugeridas acima ou poderá criar as suas proóprias.
Um abraço e até a próxima.Bj!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bloco de conteúdos e objetivos didático para EJA

Recebi alguns emails com pedido de postar o bloco de conteúdos da EJA do 1º segmento contidos no PCN's. Estarei iniciando com a disciplina de Língua Portuguesa (linguagem oral). Como são muitos conteúdos e objetivos, irei postando aos poucos.

Vamos começar por : Linguagem Oral

    A linguagem oral na sala de aula se estende para a formulação de perguntas e respostas ( saber expressar dúvidas quanto a conteúdos ou atividades a realizar, saber responder às dúvidas  de colegas). Uma maior desenvoltura com a linguagem oral permitirá também aos alunos expor novos conhecimentos por meio de definições e exemplos; argumentar, selecionando informações que justifiquem suas opiniões; apresentar para os colegas resultados de pesquisas.
    É fundamental também desenvolver nos educandos a capacidade de escutar. No desenvolvimento desta capacidade, além de aspectos da compreensão, estão implicadas atitudes referentes ao respeito aos colegas e ao educador.
    O trabalho pedagógico sobre linguagem oral merece planejamento e avaliação. O professor deve, intencionalmente, favorece situações reais de comunicação que estimulem o desenvolvimento da oralidade:
  • abrir espaços de conversa, onde os alunos narrem fatos que aconteceram no dia-a-dia;
  • formular perguntas cujas respostas exijam do aluno manifestação de opiniões ou compreensão do conteúdo abordado;
  • convidar constantemente os alunos a expressarem sua dúvidas oralmente;
  • convidar os alunos a fazerem intervenções na fala dos outros, complementando ou contrapondo posições;
  • organizar debates sobre os temas escolhidos;
  • organizar recitais de poesias, repentes e canções.    
    Em sala de aula, pode-se ainda lançar mão de estratégias de simulação e desempenho de papéis:
  • Debates sobre temas polêmicos, em que os participantes devem defender pontos de vista predeterminados;
  • Dramatização de situações do cotidiano, como conversas telefônicas, solicitações em órgão públicos, prestação de informações diversas etc;
  • dramatização de textos ou histórias conhecidas.                                             
    Um significativo ponto de conexão entre o desenvolvimento da linguagem oral e da linguagem escrita é a leitura em voz alta. Acompanhar um texto lido em voz alta pelo professor pode ser um exercício de capacidade de escuta dos educandos. A habilidade de ler em voz alta com entonação e dicção adequada também deve ser trabalhada com os educandos. Além da capacidade de processar o texto silenciosamente, a leitura em voz alta exige o esforço adicional de reprodução oral do ecunciado, de modo a expressar seu sentindo. Lendo em voz alta pequenos textos previamente preparados diante de uma pequena audiência, os alunos podem exercitar a pronúncia, a dicção e a entonação, além da desinibição para se expor em público.


Tópicos de conteúdos e objetivos didáticos: Linguagem Oral

Tópicos de conteúdo:  Narração                          
Objetivos Didáticos:
  •  Contar  fatos e experiências cotidianas sem omissão de partes essenciais.
  •   Recontar textos narrativos (contos، fábulas، notícias de jornais).
  •   Perceber lacunas e/ou incorrências ao ouvir a narração de fatos، experiências، ou reconto de textos narrativos.
  •  Dramatizar situações reias ou imaginadas. Dramatizar contos، crônicas e obras de teatro.
Tópicos de conteúdo:  Descrição                          
Objetivos Didáticos:
  • Descrever lugares، pessoas، objetos e processos.
  • Perceber imprecisões ou lacunas ao ouvir a descrição de lugares، pessoas، objetos e processos.
 
Tópicos de conteúdo:  Récita e leitura em voz alta                         
Objetivos Didáticos:
  • Recitar ou ler em voz alta textos poéticos breves، previamente preparados.
  • Ler em voz alta pra um pequeno público textos em prosa breves، previamente preparados.
  • Acompanhar leituras em voz alta feitas pelo professor.
Tópicos de conteúdo:  Instruções، perguntas e respostas                  
Objetivos Didáticos:
  •  Dar instruções verbais. Compreender e seguir instruções verbais.
  • Identificar lacunas ou falta de clareza em esclarecimento dados por outrem.
  • Pedir esclarecimento sobre assuntos tratados ou atividades propostas. 
  • Elabora questões sobre o assunto em estudo. Responder perguntas utilizando conhecimentos novos.
Tópicos de conteúdo:  Definição e exemplificação                         
Objetivos Didáticos:
  • Perceber a distinção entre definir e exemplificar.
  • Dar exemplos de conceitos e enunciados.
  • Identificar a pertinência de exemplos para conceitos e enunciados. 
  • Definir a pertinência de exemplos para conceitos e enunciados.
  • Definir conceitos (explicá-los com as próprias palavras).
  • Avaliar a adequação de definições e conceitos.
Tópicos de conteúdo:  Argumentação e debate                         
Objetivos Didáticos:
  • Posicionar-se em relação a diferentes temas tratados.
  • Identificar a posição do outro em relação a diferentes temas tratados.
  • Defender posições، fundamentando argumentos com exemplos e informações.
  • Reconhecer os argumentos apresentados na defesa de uma posição، avaliando a pertinência dos exemplos e informações que o fundamentam.
  • Fazer intervenção coerentes com os temas tratados.
  • Avaliar a coerência das intervenções feitas por outros. 
  • Respeitar o turno da palavra.
IMPORTANTE:no início، deve-se priorizar situações em que os aluno ouçam e falem de experiências vividas. Mais adiante، pode-se sugerir que façam breves exposições sobre conhecimentos recém-adquiridos.

Proposta curricular da EJA. Bloco de conteúdos e objetivos didáticos p.62 a 65.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Atividade de alfabetização

A atividade sugerida pode ser trabalhada em turmas de alfabetização de acordo com o rítmo de aprendizagem da turma.

 
FAMÍLIA

Quando falamos em família, geralmente nos vem à mente os modelos de pai, de mãe, de filhos, de avós, de primos...Mas nem toda família é igual. Nos últimos tempos,a família sofreu grandes e fortes transformações na sua constituição. A família, hoje, pode ser formada por pai, mãe e filhos; pai e filhos; mãe, avó filhos; pai(padastro), mãe madrasta) e filhos.
Mas, independentemente de qualquer estrutura familiar, a família é o alicerce da formação do indivíduo, pois é nela que encontramos amor, segurança e carinho.

Leia o texto abaixo:
FAMÍLIA
Família, Família.
papai, mamãe, titia. almoça junto todo dia,
nunca perde essa mania.
Mas, quando a filha quer fugir de casa,
precisa descolar um ganha-pão
filha de família se não casa, 
papai, mamãe não dão nenhum tostão.
Família ê
Família A
Família
vovô, vovó, sobrinha...
[...] 

Arnaldo Antunes e Tony Belloto.

1) Circule, a letra da música, as palavras que se iniciam com a letra F e, depois, escreva-as abaixo:
___________________________________________________________________

2) Quantas letras tem a palavra FAMÍLIA? ______

3)E quantas sílabas? _____

4)Há algum membro da sua família que tem a letra F no nome? Escreva ao lado _________________.

5)Utilizando a palavra família, elabore um acróstico que descreva as características da sua família.
F _____________________
A ____________________
M ____________________
I  ____________________
L ____________________
I ____________________
A ___________________

6)Pesquise, em jornais e revistas, outras palavras iniciadas com F e escreva-as no caderno.




domingo, 12 de setembro de 2010

Regimes políticos do Brasil

Brasil: Os regimes políticos e os períodos da nossa história

Regime Político é uma forma de governar adotada por um país

Podemos classificar os regimes políticos da seguinte forma:
DEMOCRACIA
É  o regime político em que os governantes são escolhidos por nós (o povo), de modo direto, via voto (eleição), ou seja, escolhemos as pessoas que nos representarão no poder. Atualemnte o Brasil é considerado um país democrático.

DITADURA
  É o governo exercido por uma pessoa ou grupo pequeno de pessoas sem que o povo participe ou seja ouvido. O ditador reúne todos os poderes e os exerce como quiser, sem dar atenção ao povo ou aquele que ele quer.
  No Brasil, tivemos um período de ditadura que durou 21 anos, de 1964 a 1985. Iniciou-se com o golpe militar de 1964. Os que ficaram no poder eram militares.
  Durante algum tempo, torturas e assassinatos foram cometidos em nome de ideias políticos, contariando o que diz o artigo 5º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Ninguém deve ser submetido à tortura ou a tratamento de punição cruel, desumana e degradante".
OLIGARQUIA
  É o governo em que o grupo pequeno de pessoas detém o poder, usando-o para favorecer uma classe social.
  No Brasil, este período ficou conhecido como a "política do café-com-leite", ouseja, aqueles que ficavam no poder eram os fazendeiros plantadores de café e que possuíam gado leiteiro, geralmente nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.
  O período de 1906 a 1930 caracterizou-se por esta política.


MONARQUIA
  É o regime em que apenas uma pessoa governa. Geralmente o monarca (rei) é auxiliado por outras pessoas na tarefa de governar. Na maioria das monarquias, o poder é hereditário, ou seja, o rei herda o poder do pai.
A monarquia no Brasil foi desde 1822 a 1889.

AUTOCRACIA
   Na autocracia, o poder também é exercido por um só homem, mas ele é absoluto: não divide com outras pessoas e realize sua vontade sem prestar contas do que faz, ou seja, é um tirano ou ditador.
   O Brasil é um República Federativa.
   O Brasil tronou-se República em 1889, proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca, que foi o primeiro presidente da República.

Em 1993, tivemos um plebiscito para escolher nosso sitema de governo:
  • Parlamentarismo
  • Presidencialismo
  • Monarquia
PARLAMENTARISMO
   É o sistema de governo em que o parlamento ( o conjunto de deputados e senadores que compõem o Poder Legislativo) governa o país, por intermédio dos ministros de Estado.

PRESIDENCIALISMO
  É o sistema de governo em que o chefe do governo é o Presidente da República e o poder se divide em Executivo, Legislativo e Judiciário, que se auxiliam e se regulam.

DIRETAS JÁ
"Diretas Já" foi um movimento popular de importância no Brasil. Foi uma campanha nacional liderada por políticos de oposição, intelectuais e a imprensa, exigindo o retorno das eleições diretas para presidente da República.
   Comícios foram realizados nas principais capitais do país, reunindo centenas de milhares de manifestantes. Fizeram das Diretas Já não apenas um poderoso protesto contra o regime militar ( que acabou um ano depois), mas uma marca da década de 1980.



IMPEACHMENT
Em inglês, impechment significa impedimento, ou seja, que alguém está impedido de fazer algo ou exercer um cargo. A palavra entrou para história do Brasil em 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello sofreu um processo desse tipo, movido pela Câmara dos Deputados, terminando por renunciar em dezembro daquele ano.


ELEIÇÃO
    É o ato de eleger, escolher por meio de votos, pessoas para ocuparem um cargo ou desempenham certas funções. O Brasil possui 109.826.263 mil eleitores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)



É importante fazer o aluno refletir em nossa história política, para que possa hoje compreender qual sua importância na hora de decidir em quem vai votar e o que fazer após eleger um candidato. Na próxima postagem vamos falar sobre o VOTO, aguardem...


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Desigualdade



 
Igualdade X Desigualdade - onde moram as desigualdades

   Quando falamos de igualdade, tratamos das desigualdades, na medida em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a nossa Constituição dizem que todos somos iguais, proíbe qualquer forma de discriminação porque somos diferentes em relação ao sexo, à idade, às condições físicas e mentais, à raça, à cor, à origem social ou geográfica, ao estado civil, às opções políticas, filosóficas ou religiosas.

A nossa atual Constituição, que ficou conhecida como Constituição Cidadã, ficou pronta e passou a valer no ano de 1988. A Constituição é a lei maior de um país, que garante direitosaos cidadãos e fala também sobre as regras e princípios.

O que você entende por democracia?







sábado, 4 de setembro de 2010

Direito




As pessoas portadoras de necesidades especiais


Dados da ONU- Organização das Nações Unidas - dizem que uma em cada dez pessoas apresentam algum tipo de deficiência, possuindo limitações funcionais, que podem ser temporárias, permamentes, totais, parciais, congênitas ou adquiridas. Os indivíduos portadores de deficiência auditiva, física, mental, visual ou múltipla necessitam de reabilitação por meio de um conjunto de terapias que envolvem atividades médica, pedagógicas e sociais necessárias à sua plena integração na sociedade. O deficiente tem direito, como todo cidadão, a levar uma vida normal com acesso à saúde, educação, informação, trabalho e lazer. Mas infelizmente, isso nem sempre ocorre, devido principalmente à falta de oportunidades iguais no trabalho e à inadequação dos bens e serviços coletivos, direitos que, apesar de garantidos pela Constituição, quase sempre são desrespeitados. Quando citamos a igualdade, não queremos dizer que todos os cidadãos devem ser iguais, porque isso seria completamente impossível, mas que tivessem oportunidades iguais, sem discriminação. Quando falamos de igualdade, falamos de desigualdade, principalmente a desigualdade na falta de oportunidades. Como acriança, o adolescente e o portador de deficiência, o idosos não pode sofrer qualquer forma de negligência, discriminação, violação, crueldade ou agressão.
ATIVIDADES


Como são tratados o idoso, o portador de deficiência e o jovem de sua comunidade?

O que você entende por discriminação?

O que você entende por preconceito?


Você concorda com a oferta de emprego para atendimento ao público em estabelecimentos comerciais devam ser as mesmas pessoas de raças diferentes ou portadoras de necessidades especiais, isto é, todos estão nas mesmas condições? Explique por quê?


Existem negros ocupando postos de respresentação em órgão públicos ou em outras organizaçãoes sociais?

Como são mostradas as pessoas negras nos anúncios comerciais e em novelas?


Na próxima postagem continuaremos refletindo sobre as desigualdades.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Igualdade

Continuando o projeto cidadania, vamos falar agora de igualdade...



O princípio da igualdade está na base de qualquer constituição democrática que se proponha a valorizar o cidadão. Não é diferente com a nossa (...). mas o que, significa ter direito à igualdade? (...)
Significa que todods são iguais sem distinção de sexo. No exercício de funções profissionais, homossexuais e mulheres não podem ser dis-criminados salários menores e restrições na admissão.
Significa que todos são iguais sem distinção de raça. Em um regime democrático, práticas racistas são intoleráveis, (...) Hoje, o racismo é crime. Chamar alguém de "negro", "judeu" ou "japa", coma intenção de ofender a honra por causa de sua cor, religião, raça ou etnia, é uma atitude que pode ser punida.
Siginica que todos são iguais sem distinção de idade. Jovens e idosos, por exemplo, não podem sofrer qualquer discriminação profissional em virtude de sua condição etária.

(Adaptado do Guia Cidadania e Comunidade - CIC CONDEPE/SENAC-SP,1997, p.35.)

  • ETNIA: Grupode pessoas pertencente a mesma raça ou cultura, ou ambas.
  • CONDIÇÃO ETÁRIA: É a condição que diz respeito à idade das pessoas.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vamos ler a matemática!

A atividade abaixo pode ser explorada nas turmas de alfabetização de adulto de acordo com tema que estamos trabalhando que é CIDADANIA.

Além de expressar quantidade os números servem para expressar ordem e códigos. Por exemplo, quando falamos da nossa idade, de quantos anos temos, estamos falando de quantidade.
E quando números acompanham letras, estamos indicando código, como as placas de carro.Mesmo quando não há letras, como o número do RG, ou do telefone, também é código.
Ao assitir uma corrida e ver o vencedor alcançar o 1º lugar, estamos falando de ordem.

Vamos realizar algumas atividades observando como o número pode ser expresso através de código, quantidade, ordem e tempo:


QUANTIDADE


Minha idade: _____________________________________

Meu peso: _______________________________________

Minha altura: ____________________________________

Minha temperatura: _______________________________

CÓDIGO

O número do meu RG:___________________


O número do meu CPF: __________________

O número do meu título de eleitor: ____________

O número do meu celular ou telefone: ___
_______


ORDEM

O número da minha casa: ___________________

O número da casa do meu vizinho que mora ao meu lado direito: ________________

O número da casa do vizinho que mora ao meu lado esquer
do: __________________

O número da casa do meu vizinho que mora em frente: _______________________


TEMPO


O mês tem quantos dias? _________________________

O dia tem quantas horas? _________________________

A hora tem quantos minutos? ______________________

O ano tem quantos dias? _________________________